Por cinthia lages
26/01/2019 23:24:09 | Atualizada em

Vale divulga lista de 50 mulheres desaparecidas em Brumadinho

Desespero e esperança! Entre os dois sentimentos dividem-se as famílias de 50 mulheres funcionárias ou prestadoras de serviço terceirizadas  da Vale S/A, em Brumadinho. Após a divulgação da lista pela empresa com 411 nomes dos que ainda não foram encontrados, a luta começou nas redes sociais. Fotos e informações sobre as desaparecidas estão sendo replicadas nas páginas pessoais de familiares e amigos. O Universo conseguiu fotos e informações sobre as desaparecidas. A bióloga Angélica Aparecida Ávila,29, é uma delas.  Ela trabalhava na Unidade de Macacos (MG), mas foi escalada para ir até Brumadinho para um  serviço temporário na última sexta-feira, 25, dia do rompimento.  Até a noite de ontem, os parentes não tinham mais notícias. A mãe e os irmãos da vítima viajaram para Brumadinho para  acompanhar as buscas. "Estamos em um fogo danado. A gente nem tira o celular da mão, atrás das notícias. Ou TV ou celular, checando as notícias. A gente não consegue dormir, não consegue comer", desabafa Cleleni Ávila, tio de Angélica, em entrevista a uma emissora local.  "Meu primo que mora com ela. Ela não chegou às 17h, a hora que ela costuma chegar do trabalho e aí começou a ligar e começou a caçar informação", conta o tio.
"Hoje você é uma estrela que brilha no céu,mas nós corações de todos que continua aqui você nunca irá sair.hoje é o seu aniversário e eu quero lembrar a data e dizer que todos os dias crescem a saudade de você. Se ainda estivesse aqui iriamos celebrar com alegria , mas assim relembro tudo que vivemos e sorrio,pois foi um privilégio ter conhecido você. Enquanto eu viver sua memória viverá comigo,e jamais deixarei de lembrar as datas maravilhosas com esta.Para sempre te amarei Jade Isabelly." A mensagem está na página de facebook de Izabela Barroso Câmara Pinto, também  desaparecida após o rompimento da barragem da Vale S/A. Grávida de 5 meses Eliane de Oliveira Melo é outra que aparece na lista divulgada pela companhia. Também, assim como Edymara Samara , Natália Fernandes e Rosélia Alves. Pesquisamos as redes sociais das mulheres  para conhecer as trabalhadoras da Barragem. Nua foto em trancoso (BA), Lecilda Oliveira  questionou  " Por que viver é bom?" "Ela acorda querendo da vida mais fôlego, Ela é assim mesmo: toda intensidade". Com essa legenda,  a técnica em planejamento Lenilda Andrade, iniciou a sua sexta-feira. Ainda chocados, os amigos comentam a legenda no facebook e buscam por notícias.  Uma médica do trabalho foi a  primeira vítima identificada no rompimento da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Marcelle Porto Cangussu  tinha 35 anos e há cinco trabalhava como médica do trabalho na mineradora Vale. Ela estava na sede da empresa em Brumadinho quando o reservatório de minério de ferro rompeu despejando mais de aproximadamente 13 milhões m³. 

Mulheres na Vale

Em 1º de junho de 1928, a brasileira Celina Coelho era admitida para trabalhar na Estrada de Ferro Vitória a Minas, incorporada à Vale quando da sua criação em 1942. Ao assinar sua contratação, Celina entrava para a história da empresa como a primeira mulher em nossos quadros de empregados.  Segundo nosso último Relatório de Sustentabilidade, entre 2010 e 2011, aumentou em 28% o número de mulheres na empresa. Em 2011, havia 23.100 mulheres na Vale, o que corresponde a 12,3% dos empregados, incluindo terceiros.

Conheça as histórias mais inspiradoras de mulheres como você, que conquistaram seu espaço de trabalho, com muita luta e amor pelo que fazem.