Por redação
26/01/2019 21:33:30 | Atualizada em

Uma mulher no comando de um salvamento emblemático em Brumadinho

Há 26  anos, as mulheres passaram a integrar o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais . até então.  o ambiente nos quarteis era  exclusivamente masculino. . A primeira turma formada por mulheres chegou para demonstrar que uma nova história seria escrita também por mãos e vozes femininas de uma geração determinada a vencer. Uma delas,  garantiu  seu nome na história da Corporação desde que foram divulgadas a imagens de um salvamento dramático na Barragem de Brumadinho (MG). Karla Lessa Alvarenga Leal era a pilota de um dos salvamentos mais dramáticos desde o rompimento da Barragem localizada em Minas Gerais, na última sexta-feira, 25. Ela pilotava o helicóptero que conseguiu o resgate de uma mulher no meio da lama de dejetos no final da tarde. Karla está na  corporação desde os 18 anos de idade e conta que, ainda em seu primeiro ano,  se apaixonou pela função, fez cursos e se tornou a primeira mulher comandante de helicóptero de bombeiros militar do Brasil.
“Tudo é possível, desde que as pessoas se dediquem, estudem e corram atrás do que pretendem fazer”, afirma. 
 A major Lessa se diz orgulhosa de sua função e de poder servir como referência para outras mulheres, inclusive para crianças que a abordam dizendo querer ser igual a ela quando crescerem. No ano passado, ela deu um depoimento por conta do Dia Internacional da Mulher.
( com informações do Corpo de Bombeiros de MG) 

https://www.youtube.com/watch?time_continue=103&v=EiRYCJAmChY

https://www.youtube.com/watch?v=QYhaDbexwrw

O ingresso de mulheres nas fileiras da Corporação ocorreu a partir dos anos 1990 e se efetivou com a lei nº 11.099, em 18 de maio de 1993. A lei previa a possibilidade de emprego de mulheres nas atividades do Corpo de Bombeiros, fato inédito em Minas. Com a previsão em lei, oitenta mulheres ingressaram no Curso de Formação de Soldados.

A entrada das primeiras mulheres no Corpo de Bombeiros foi marcada pelo costumeiro rigor. E para acompanhar o aprendizado das recém-chegadas foram destacadas uma Tenente e uma Capitã da Polícia Militar. Os dois pelotões femininos tiveram seu curso nas dependências do 1º Batalhão de Bombeiros Militar (1ºBBM).

Elas foram submetidas a mesma grade curricular na qual foram também os homens da época: natação, salvamento aquático, mergulho, salvamento terrestre, salvamento em altura, ordem unida, educação física, combate a incêndio, entre outros. Fizeram também as atividades de campo nos moldes realizados por seus colegas com acampamentos e jornadas militares. Passaram pelas mais exigentes provas, testes de força, resistência, de técnica, levando-as constantemente a exaustão. Assim, após 9 meses de preparação, 67 bombeiras somavam-se aos quadros de soldados da Corporação.


 Karla Lessa Alvarenga Leal é major do corpo de Bombeiros de Minas Gerais e está na corporação desde os 18 anos de idade. Ela conta que ainda em seu primeiro ano ela realizou um voo e, então, se apaixonou pela função, fez cursos e se tornou a primeira mulher comandante de helicóptero de bombeiros militar do Brasil.“Tudo é possível, desde que as pessoas se dediquem, estudem e corram atrás do que pretendem fazer”, afirma a major. Segundo o comandante Hamilton, da Record TV, em entrevista ao R7, “este tipo de salvamento exige uma técnica e um treinamento muito grande, pois quanto mais próximo ao solo um helicóptero fica, mais instável ele fica”.
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Hamilton ainda comenta que, “em situações como esta, em que há muita lama, tudo fica mais instável. E mais um detalhe, do lado da aeronave, tem um tripulante mais as pessoas que estão tentando fazer o resgate da mulher, são todas forças que o piloto tem que compensar na mão. Qualquer erro do piloto e o helicóptero pode virar, cair e acabar virando um desastre”.
A comunicação entre piloto e tripulantes é essencial, segundo o comandante, pois qualquer movimento na hora do salvamento pode causar uma instabilidade, então o “piloto pode até olhar, mas o verdadeiro guia é o tripulante”, já que o comandante tem de segurar o helicóptero e compensar cada movimento na mão.

A major Lessa se diz orgulhosa de sua função e de poder servir como referência para outras mulheres, inclusive para crianças que a abordam dizendo querer ser igual a ela quando crescerem.
https://www.youtube.com/watch?time_continue=103&v=EiRYCJAmChY

https://www.youtube.com/watch?v=QYhaDbexwrw

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