Por cinthia lages
28/01/2019 23:54:53 | Atualizada em

Professora da Rede Pública comemora aprovação de alunos

Sou professora ha mais de duas décadas e sempre fiquei emocionada quando era publicada à lista dos aprovados no ENEM. Agora não foi diferente! Com  80% de nossos jovens da periferia da nossa cidade, com vários problemas sociais, mas com um resultado surpreendente deixa claro que a universidade é para todos". O depoimento emocionado é da professora Roze Meireles Escola de Tempo Integral Raldir Bastos. Logo após a liberação dos resultados do SISU, ela e os demais professores da escola contabilizavam e comemoravam a vitória dos alunos com aprovações nos mais diversos cursos."Entrar em uma universidade pública já é um desafio para quem estuda em colégios bem conceituados e voltados para o vestibular, talvez pareça um sonho ainda mais distante para alunos da rede pública que não puderam contar com um ensino que, nem sempre, oferecesse todas as condições  favoráveis a aprendizagem”,explica.

Graduada em Educação Física e Artes Visuais, Roze é professora de Artes do Centro. Mas há alguns anos, as aulas dela saíram da sala e ocuparam a comunidade graças ao Projeto Arte na Praça. Ao todo, são 520 alunos de Ensino Fundamental e Médio do Renascença, na zona sudeste. A comunidade é  carente e com muitos problemas sociais. Muito além da grade curricular, o Projeto insere iniciação  musical, teatro, artes plásticas, arquitetura,  fotografia e escultura. O que é feito na Escola vai para a Praça – daí o nome do Projeto.  “Mensalmente, na última sexta feira, fazemos a exposição dessas produções em praças e parques de Teresina”, explica. Dentre as atividades, estão apresentações de teatro baseadas na obra do poeta e compositor piauiense Torquato Neto, do qual é grande admiradora.  Culinária na escola-alimento alternativo, Circuito de Ciências: a Arte e a Matemática e Conte um conto - fomentando o hábito da leitura são algumas das ações que integram o Arte na Praça. A cidadania também está presente através de ações que visam a defesa do Meio Ambiente (Salve a Floresta Fóssil) e a prática de uma vida com ética, através da “Bodega da Honestidade”. A lojinha de auto atendimento montada na Escola deixa à critério do consumidor o pagamento dos produtos. Além disso, os alunos também constroem abrigos e comedores para animais de rua. As atividades complementam as disciplinas obrigatórias e exigidas para a preparação dos estudantes. Mas alguém tem dúvidas de que essa turma vai fazer a diferença nas Universidades para onde irão?

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