Por redação
08/02/2019 14:31:21 | Atualizada em

Procuradora já tinha denunciado situação precária de jovens atletas no Brasil

A tragédia ocorrida no Centro de Treinamento de Atletas do Flamengo, que resultou em 10 mortos e três feridos gravemente reacendo o debate sobre a situação desses espaços no país.. Em 2015, em audiência na Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, a procuradora do Trabalho Geny Helena Fernandes Barroso alertou sobre situações degradantes a que são submetidos jovens atletas no Brasil e lembrou que não há uma legislação que os ampare.
A procuradora mostrou aos deputados fotos de escolinhas de futebol em vários pontos do País, visitadas pelo Ministério Público e pelo Ministério do Trabalho. A inspeção mostrou jovens amontoados em condições precárias de higiene.
"Não dá para fechar os olhos e pensar numa contrapartida ao clube, sendo que a prioridade absoluta é da criança e do adolescente, e não do clube", afirmou.
Um dos fatos observados durante a inspeção feita pela procuradora revela que os jovens  não podiam  sair da instituição para visitar sua família. “Às vezes, temos notícias de que as famílias não têm recursos financeiros para visitar a criança ou o adolescente no alojamento. Por que ele não pode sair para visitar sua família e sua comunidade?”, questionou.
As denúncias chegam de todo o país. Em Goiás, rapazes entre 14 e 19 anos, dos times sub-17 e sub-20 da cidade de Santa Bárbara de Goiás (GO), viviam em condições precárias e não recebiam salários. Auditores do trabalho foram até o local. O time foi punido e arcou com as despesas para o retorno dos jogadores. Em 2017, uma decisão da Justiça, o O Sport Club Campo Mourão, antigo Hawaí Esporte Clube, do Paraná, foi  proibido de receber novos atletas adolescentes para treinamento, mesmo com a autorização dos pais, até que cumprisse todas as determinações legais no sentido de garantir os direitos básicos dos jovens contratados pelo centro desportivo.
Em 2015, numa partida do  Campeonato Brasileiro Feminino em Teresina, nove jogadoras do Viana- A passaram mal e foram levadas ao Hospital de Urgência de Teresina, onde foram diagnosticadas com desidratação devido ao forte calor. Na época, o então diretor de futebol feminino da CBF, Marco Aurélio Cunha, falou alertou para a situação precária dos clubes de futebol feminino. Também existem denúncias de atletas do Handbol.
 

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