Por Cinthia Lages
03/09/2019 13:53:55 | Atualizada em 11/09/2019 20:31:38

Longe é um lugar que não existe :um planeta chamado China

Em linha reta, 15.619 km separam Teresina, no Piauí, de Pequim, ou Beijing, na China.  Minha rota incluiu 7 horas de uma viagem de carro até Fortaleza, 11 horas até Amsterdam, Holanda, e,um  pouco mais do que isso até chegar ao primeiro destino asiático de uma viagem prevista para durar oito dias. Pelo fuso horário, avançamos quase 12 horas mas a sensação é de uma viagem ao futuro onde robôs esperam as crianças nas lojas de brinquedos. Em Xangai – ou Shabghai -  meu segundo destino, um simpático robô é garçonete numa sorveteria. Ainda na cidade, eles inspiram o design dos climatizadores que buscam amenizar o calor de 40 graus para os freqüentadores do magnífico complexo comercial no entorno do Yu Garden, parte antiga da cidade, onde se pode contemplam construções como  o Jardim com esculturas de pedras da era da dinastia Ming. Longe Dalí, o Templo de Budha Jade. Em Pequim, a imperdível visita à Cidade Proibida exige paciência em filas onde milhares de pessoas se espremam para ter acessos às áreas abertas à visitação. Onde quer que se vá, nunca estamos sozinhos. Nem nos ônibus turísticos, nem nos templos, que chegam a receber 100 mil visitantes por dia. E muito menos na versão chinesa da Times Square.  Me perguntam sobre a barreira da Língua. Ela existe, principalmente, porque a maioria dos chineses não fala e não entende inglês (muitos não fazem questão, como os taxistas!!!). Porém, esse problema é resolvido com os aplicativos de tradução, que operam milagres para que possamos nos comunicar nos aeroportos, restaurantes e, principalmente, nos deslocamentos. Sem eles,a vida pode ser difícil, sim!


Ir à China nunca fez parte dos meus planos. A viagem teve caráter profissional, sem muita folga para turismo. A não ser pela aproximação do Tufão Lekima, que cancelou agendas e mudou a rotina de trabalho. Apesar dos imensos painéis digitais  que exibiam telefones de emergência e das portas dos hotéis e empresas improvisarem sacos para a contenção da força da água e dos ventos de até 187 km/h, ainda tinha gente que se arriscava nas ruas. Felizmente, o Lekima perdeu força quando passou por Xangai e, apesar do medo e do fenômeno inusitado, Pequim e Xangai deixaram lições: os diferentes modais de transporte da capital, a encantadora arborização de Xangai, a tecnologia, os inacreditáveis prédios, o aroma dos chás nos mercados, a culinária controversa,enfim: viajar é preciso! Navegar nas descobertas de um mundo novo a cada carimbo no passaporte, a cada frio na barriga por não compreender a Língua. Entregar-se ao novo  “sempre vale a pena, se a alma não é pequena”

DICAS PARA QUEM VAI
1.Não enlouqueça se a Casa de Câmbio da sua cidade não fizer câmbio de Yuan. Você pode fazer isso, facilmente, no Aeroporto, ou em qualquer caixa eletrônico dos bancos como o Bank of China

2. Antes de ir, escolha um bom aplicativo de tradução. Ele vai te salvar, acredite!

3. Não se deixe intimidar pelos gritos dos taxistas. Ele sempre vai te lever onde você quer ir. 

4. Para falar em inglês, procure os mais jovens.A Língua inglesa já está sendo ensinada nas escolas e, por conta da Internet, muitos dominam o idioma. Nos restaurantes e demais locais de serviço, tem sempre um garçom que fala

5. Não se espante com a quantidade de gente. Além de milhares de turistas de outros países, as viagens internas na China aumentaram muito. Relaxe, você está segura!

6.Caminhe muito, sinta as cidades, pegue metrô, ônibus turístico ( são ótimos porque você paga um valor e pode embarcar em pontos diferentes ao longo de 24 h. Eles estão sempre nos locais de grande movimentação ( Xangai) e fazem o trajeto que começa na cidade antiga até os bairros mais modernos 

 

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