Por onu.org.br
12/05/2019 17:49:17 | Atualizada em

Histórias de mães refugiadas na luta pelos filhos

Não importa de onde elas sejam, as mães refugiadas têm em comum uma força que nos impressiona e inspira. Apesar de terem fugido com medo e assustadas, elas encontraram dentro de si coragem para proteger seus filhos.

Cruzaram rios com seus filhos no colo sem saber nadar, caminharam por quilômetros sem saber aonde iam chegar, algumas abriram mão de suas vidas para priorizar a de seus filhos. Leia os relatos da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Sarah com a bebê Mimi no colo. Foto: ACNUR/Oli Cohen

Sarah com a bebê Mimi no colo. Foto: ACNUR/Oli Cohen

Maysaa se emociona ao falar sobre seus filhos. Foto: ACNUR/Houssam Hariri

Maysaa se emociona ao falar sobre seus filhos. Foto: ACNUR/Houssam Hariri

Não importa de onde elas sejam, as mães refugiadas têm em comum uma força que nos impressiona e inspira. Apesar de terem fugido com medo e assustadas, elas encontraram dentro de si coragem para proteger seus filhos.

Cruzaram rios com seus filhos no colo sem saber nadar, caminharam por quilômetros sem saber aonde iam chegar, algumas abriram mão de suas vidas para priorizar a de seus filhos.

Opani percorreu 96 km com sua filha Brenda no colo para fugir da violência no Sudão do Sul. Elas dormiram ao ar livre, sob o constante medo de serem atacadas, até encontrarem segurança em um campo de refugiados da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) em Uganda.

“Quando fico doente e não posso cuidar deles, fico muito desesperada. Eu gosto de dar a eles tudo o que precisam”, diz Maysaa, mãe síria de dois filhos com paralisia cerebral.

Refugiados com deficiência podem estar entre os mais marginalizados, e suas vulnerabilidades são frequentemente agravadas pelo deslocamento forçado. O isolamento e a percepção de que eles são um fardo podem comprometer sua dignidade, segurança e acesso à serviços.

Mercy tem 4 anos e é uma refugiada do Sudão do Sul. Ela foi adotada por Christie, de 28, no campo de refugiados de Bidibidi, norte de Uganda, depois de ter sido abandonada por ter uma deficiência. Uganda abriga uma das maiores populações de refugiados do mundo. Mais de 1 milhão de sul-sudaneses são refugiados registrados no país.

Há um ano, mais de 700 mil refugiados rohingya caminharam durante dias até Bangladesh, fugindo da violência extrema em Mianmar. A maioria são mulheres e crianças. O ACNUR está ao lado dessas pessoas desde o início da crise para que possam encontrar proteção e segurança.

Depois de perder sua mãe, Sarah, de 16 anos, se tornou responsável por seus irmãos mais novos: a bebê Mimi, Rose, de 3 anos, e Henry, de 5. No campo de refugiados de Nguenyyiel, onde Sarah mora, existem mais de 1.600 famílias chefiadas por crianças.

Neste Dia das Mães, apoie o ACNUR e ajude mães refugiadas que fazem o impossível para proteger seus filhos.

publicada originalmente em onu.org.br

Veja também na TV UNiverso: 

Um fato muito comum é estrangeiro procurar abrigo em outro país quando passa por uma situação delicada no local de origem, como, guerra, conflitos políticos e sociais. Nós conseguimos o depoimento de uma refugiada da República do Congo, na África, que veio refugiada pro Brasil há cerca de 11 anos. Ela conta pro Universo Mulher como foi difícil sair do país e sobreviver aqui. Ela é um dos refugiados que aparece na abertura da novela Orfãos da Terra.

#UniversoMulher #empoderamentofeminino

foto: Opani, de 28 anos, com sua filha Brenda, de menos de 2. Foto: ACNUR/David Azia

Conheça as histórias mais inspiradoras de mulheres como você, que conquistaram seu espaço de trabalho, com muita luta e amor pelo que fazem.