Por redação
15/01/2019 16:26:38 | Atualizada em 15/01/2019 16:27:23

Há 100 anos, era assassinada a ativista Rosa Luxemburgo

"Sem eleições gerais, sem uma liberdade de imprensa e uma liberdade de reunião ilimitadas, sem uma luta de opiniões livres, a vida vegeta e murcha em todas as instituições públicas, e a burocracia torna-se o único elemento ativo." A frase, tão oportuna em nossos tempos, é da ativista política e escritora polonesa Rosa Luxemburgo,assassinada há 100 anos, no dia 15 de janeiro de 1919, por suas posições políticas marxistas. Lembrado nos principais veículos de comunicação do mundo, o centenário da morte de Rosa ganhou descrição  do assassinato pelo Jornal Elpaís

"No hotel Eden de Berlim, o soldado Runge destroça seu crânio e seu rosto a pontapés; outro militar, também a serviço do capitão Pabst, arremata com um tiro em sua nuca. Amarram seu corpo a sacos com pedras para que pese e não flutue, e jogam em um dos canais do rio Spree, perto da ponte Cornelius. Não aparecerá até duas semanas depois. O Governo do socialdemocrata Friedrich Ebert acabava assim com a vida de Rosa Luxemburgo, a mais importante dirigente marxista da história, ex-militante do Partido Socialdemocrata da Alemanha (SPD), a líder mais significativa da Liga Espartaquista e fundadora do Partido Comunista da Alemanha."

Apesar de ter nascido na Polônia, a filha de judeus de classe média foi obrigada a emigrar para a Suíça (1889), por causa do seu ativismo. Lá, fez Doutorado em Direito e Ciência Política. Ao lado de socialistas russos, como Georgy Plekhanov e Pavel Axelrod,  Rosa foi uma das fundadoras do Partido Social Democrata, que tornou-se, mais tarde, o  Partido Comunista da Polônia. Casou-se com  Gustav Lübeck, adquiriu a cidadania alemã e passou a viver em  Berlim (1898), quando iniciou a publicação de suas obras. Em 1905, assim que retornou à Varsóvia, foi presa e, após sua libertação, retornou para  a Alemanha, onde  publicou obras sobre a  importância da condução partidária e da iniciativa revolucionária do proletariado. Atacou o capitalismo imperialista, e com Karl Liebknecht e outros radicais, participou da fundadora da Liga Espartaquista.Presa por suas atividades oposicionistas (1915/1916), após sua última libertação (1918) participou da fundação do Partido Comunista Alemão e acabou fuzilada em Berlim, por causa da insurreição espartaquista. Escreveu extensa obra sobre a economia capitalista e sobre os problemas inerentes à participação do proletariado no sistema político das sociedades burguesas, entre elas Sozialreform oder Revolution? (1889), Massenstreik, Partei und Gewerkschaften (1906), Die Akkumulation des Kapitals (1913), Die Krise der Sozialdemokratie (1916) e a póstuma Die russische Revolution (1922) .
Parte da obra de Rosa Luxemburgo foi traduzida para o Português e poder ser encontrada no  site:https://www.marxists.org/portugues/luxemburgo/index.htm

 

Conheça as histórias mais inspiradoras de mulheres como você, que conquistaram seu espaço de trabalho, com muita luta e amor pelo que fazem.