Por fonte: Jornal Meio Norte
16/01/2019 16:00:49 | Atualizada em

Conheça a mulher que implantou libras na saúde  do Piauí 

 

Imagine-se surdo e que acabou de sofrer um acidente de motocicleta. Para piorar, você é alérgico a algum medicamento muito comum em casos de urgência. E agora? Esse era um problema para os socorristas do SAMU do Piauí até que uma professora de libras, Patrícia Lima, implantou a Língua Brasileira de Sinais e expandiu esse projeto para diversos órgãos da saúde, capacitando os agentes para promover um atendimento inclusivo aos pacientes assistidos pela rede pública de saúde.

O projeto Libras na Saúde vem para sanar uma demanda antiga da sociedade brasileira. Embora libras seja considerada a segunda língua oficial do Brasil desde 2002, através da Lei Nº 10.436/2002, muitas pessoas acabam deixando esta competência um pouco de lado. Mas para aqueles profissionais que lidam diretamente com o público, este tipo de comunicação é fundamental.

Estes são os gestos de emergência, fundamentais até para confortar o paciente. “Imagine como esta pessoa se sente ao saber que o médico que lhe atende consegue pedir para ele ficar calmo, em libras?”, questiona Patrícia Lima,  que já formou duas turmas de profissionais da saúde com a competência, sendo uma no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Teresina e no Hospital e no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela (Idnp).

A ideia é que o curso seja estendido a todos os profissionais da saúde de Teresina, através de plataformas online e capacitações. Sabe-se que pelo menos 5% do quadro destes profissionais deve saber Libras, sob as diretrizes  da Lei Nº 5.626/2005. No entanto, na prática, nem sempre essa legislação é seguida à risca.
 

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