Por
09/01/2019 09:19:59 | Atualizada em 09/01/2019 14:07:31

Brasileira de 18 anos é selecionada para acompanhar a cerimônia do Nobel

Natural de Osório, região litorânea do Rio Grande do Sul, Juliana Davoglio Estradioto tem apenas 18 anos e um currículo de peso: já faturou 11 prêmios científicos nacionais e internacionais, mais de 30 menções e votos de congratulações, participou de feiras de ciências dos Estados Unidos, e se tornou a primeira jovem brasileira da história a ser selecionada para acompanhar uma cerimônia do Prêmio Nobel.

Para conquistar tudo isso, a curiosidade foi fundamental: durante a infância, ela adorava subir em árvores e observar insetos. “A criança já é cientista, pois investiga tudo. Qual o primeiro instinto dela? Colocar tudo na boca”, diz Estradioto em entrevista à GALILEU. “O sistema educacional e os adultos que vão cortando a ciência das crianças. É uma pena.”

Seu primeiro contato com os laboratórios ocorreu em 2015, quando ingressou no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) para cursar o ensino médico técnico em administração.

Na época, participou de um trabalho sobre a agricultura da sua região, onde há vasta produção de maracujá. “Nessas visitas, percebi que os resíduos gerados não tinham destinação correta”, declara. Naquele momento, resolveu desenvolver um projeto para amenizar o problema.

Flor de maracujá
A solução encontrada foi a produção de um filme plástico biodegradável (FPB) que substitui embalagens plásticas das mudas de plantas. O produto, feito a partir de cascas de maracujá, leva cerca de 20 dias para entrar em decomposição e contribui com a redução da poluição do meio ambiente. 

Conheça as histórias mais inspiradoras de mulheres como você, que conquistaram seu espaço de trabalho, com muita luta e amor pelo que fazem.