Por Carolina Durães
25/03/2019 12:49:57 | Atualizada em

“Coisa Mais Linda”: série mostra o poder da sororidade

Um série com quatro mulheres protagonistas. A primeira temporada de "Coisa Mais Linda" já está disponível na Netflix e nós, mulheres, temos vários motivos para assisti-la. Dirigida por Caito Ortiz, Hugo Prata e Julia Rezende, a produção conta um pouquinho da história do Rio de Janeiro e da Bossa Nova.

Mas isso é só o cenário para a produção abordar temas como machismo, desigualdade de gênero, violência doméstica , machismo no trabalho, diferença salarial entre homens e mulheres, estupro dentro do próprio casamento, privilégio branco, racismo e elitismo. Esses temas por si só já fazem da série uma produção incrível, mas, para mim, o que a torna arrebatadora é falar sobre sororidade, essa palavrinha que toda mulher merece conhecer, vivenciar e conjugá-la no sentido mais amplo do seu significado.

Ao longo dos sete episódios da primeira temporada, cada protagonista lida com um aspecto diferente da desigualdade de gênero, inclusive, trata de forma brilhante a diferença de lutas entre mulheres brancas e negras.

 

Malu ( Maria Casadevall), Adélia (Patrícia Dejesus) , Thereza ( Mel Lisboa) e Lígia ( (Fernanda Vasconcellos) são mulheres inspiradoras que, embora bem diferentes, suas vidas se cruzam pelo machismo do final dos anos 1950.

De fato, esse machismo era maior do que o que vivenciamos hoje, mas, sem nenhuma surpresa, ainda bastante enraizado. E é justamente aí que a série se torna brilhante: “Coisa Mais Linda” mostra essas mulheres apoiando umas às outras, cuidando e incentivando. Mesmo sem um laço de amizade inicial, o que as une é o sentimento de que juntas são mais fortes. E isso é sororidade. E empatia também. Esses elementos, sem dúvidas, transcendem o debate de gênero. “Coisa Mais Linda” é, sobretudo, uma linda história de amizade.

 

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